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LHC: a partícula do início do Universo

05/04/2010
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Continuam as notícias sobre o LHC. Já foram publicadas algumas imagens das colisões de 30 de Março, disponíveis no site do CERN (CMS):
 
                       
 (clicar na imagem para ver a sequência original)

 

Entretanto, segundo foi noticiado, dois cientistas do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN) descobriram através do acelerador de partículas uma partícula que caracterizam de «pré-histórica». Alain Grand e Ricarda Owen encontraram evidências de uma nova e massiva partícula neutral, que se pensa ter existido no início do Universo. Os cientistas ainda se encontram em choque com a descoberta desta partícula, constituída por três quarks (um dos elementos que compõem a matéria), dois do tipo strange e um do tipo top. Os físicos apelidaram a partícula de neutrinosaurus devido ao aspecto repugnante e origens pré-históricas.

«Uma consequência importante é que todas as partículas que hoje conhecemos devem ter tido um gémeo pré-histórico», afirmou Ricarda Owen, “sendo que o protão deve descender do protonosaurus, assim como o electrão do electronosaurus e por aí adiante.”

“A investigação dos físicos concentra-se agora em averiguar a existência de duplos de antimatéria das paleopartículas, sendo que a antimatéria é composta por antipartículas da mesma maneira que matéria normal está composta por partículas.”

Animação da colisão de 7 TeV em 30 de março, produzida pelo CERN (CDS:Cern Document Server)

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Arte com…esferovite?…

03/04/2010

Souvenir Gioconda, 2007

Uma escultura da Gioconda de Fabio Viale, artista italiano “especialista” em enganar o espectador das suas obras…

O nosso primeiro olhar contempla uma reprodução daquela obra-prima de Da Vinci esculpida, no que parece ser esferovite, o que de facto é surpreendente.

Mas será mesmo?   

(clicar nas fotos para ver em pormenor)

 

O nosso olhar mais atento parece confirmar a primeira percepção…

Mas Fabio Viale pretente com as suas obras ir ainda mais além. De facto, ele utiliza apenas um material tradicionalmente característico da escultura: o mármore! E joga com essa tradição antiga do mármore esculpido para criar obras que falam numa linguagem contemporânea. Através de uma técnica fabulosa, Fabio Viale engana o espectador, levando-o a acreditar que está a ver algo que afinal, não existe! O espectador recebe a mensagem errada transmitida pelo suposto material da obra. Esta estratégia é levada ao extremo da ironia quando o artista representa pneus, aviões “de papel” ou barcos, que afinal não existem como tal, são antes peças escultóricas em mármore, tal como esta Gioconda. (ver mais )

 

Infinito
black marble, fragrance of tyre, 42 x 53 x 78 cm 2004

 

LHC, a Grande Máquina funciona!

31/03/2010
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LHC

Finalmente a Grande Máquina funciona! Após várias tentativas, alguns fracassos, e muitos milhões gastos, cientistas responsáveis pelo maior colisor de partículas do mundo (o LHC) informaram ontem, terça-feira dia 30, que conseguiram desencadear choques de prótons geradores de uma energia recorde, a uma velocidade próxima à da luz, com o objectivo de recriar condições similares às do Big Bang, a grande explosão que deu origem ao universo.

O início da experiência, na qual o acelerador ia ser testado a 7 teraelectrão-volt, estava previsto para as 08h00 de ontem, mas o acelerador de partículas do CERN – Laboratório Europeu de Física de Partículas registou um problema ao arrancar para a nova experiência. O feixe já foi lançado duas vezes mas falhou devido a falhas no sistema de detectação.

Os investigadores detectaram o problema técnico que, segundo Gaspar Barreira, do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental, se tratou de ‘um problema de protecção e não da máquina’.

Resolvido o contratempo os cientistas iniciaram, finalmente, às 12h00 (hora de Lisboa) as colisões entre feixes de protões, as primeiras criadas pelo homem a uma energia correspondente a 280 mil milhões de baterias de carro.  Até agora, esta é a maior concentração de energia jamais alcançada pelo homem, mas ainda é metade da potencialidade final da máquina.

A colisão entre dois feixes de protões circula nos dois sentidos e permite que estes ao embater libertem partículas mais pequenas, muitas das quais os cientistas apenas suspeitam que existem, de acordo com informações da agência Lusa.

A colisão dos feixes de protões à velocidade da luz é feito no interior do Large Hadron Collider (LHC) – um anel de 27 quilómetros de circunferência refrigerado 1,9 graus Kelvin (271,4 graus centígrados negativos), construído a 100 metros de profundidade, na fronteira franco-suíça, perto de Genebra, e começou a circular partículas em novembro passado, depois de ser fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento.

O LHC já tinha atingido um recorde de energia a 19 de Março, quando chegou aos 7 teraelectrão-volt, ou TeV (3,5 TeV por cada feixe de protões).  Uma vez estabelecidas as colisões em alta velocidade, o plano é continuar operando continuamente por 18 a 24 meses, com uma curta pausa técnica no final de 2010, disse o CERN.

De acordo com representantes do conselho, é possível que seja detectada matéria escura, que os cientistas acreditam que compõe 25% do universo mas cuja existência nunca foi comprovada.

Astrónomos e físicos dizem que apenas 5% do universo é conhecido hoje e que o restante invisível consiste de matéria escura e energia escura, que compõem respectivamente 25% e 70% do universo.

“Se conseguirmos detectar e entender a matéria escura, o nosso conhecimento vai se ampliar para abranger 30% do universo, o que seria um avanço enorme”.

(via)

 

 

Bules maravilha 2

17/03/2010

Lindo e surpreendente. E mágico : um bule que vai ao lume e de repente… já não é branco!…

 

 

 

via

 

Arte com… cubos de Rubik

08/03/2010

                                                                    [rockyou id=156768989&w=426&h=320]  

    

O famoso Cubo Mágico ou Cubo de Rubik é um quebra-cabeças tridimensional, inventado em 1974, pelo húngaro, escultor e professor de arquitetura Ernő Rubik. Inicialmente recebeu a denominação de Cubo Mágico, mas em 1980 o nome foi mudado para Cubo de Rubik.

 O Cubo de Rubik é um cubo geralmente confeccionado em plástico e possui várias versões, sendo a versão 3x3x3 a mais comum, composta por 54 faces e 6 cores diferentes, com arestas de aproximadamente 5,5 cm. Outras versões menos conhecidas são a 2x2x2, 4x4x4 e a 5x5x5.  

Devido à complexidade exigida para a organização das suas cores, só com muita paciência, dedicação e interesse é possível  desvendar definitivamente o mistério deste quebra-cabeças tridimensional, já que existem cerca de 43.252.003.274.489.856.000 combinações diferentes.  

 A solução universal do cubo de Rubik com menos movimentos é designada Número de Deus e é de 26 movimentos.  

 
 Recentemente a empresa  norte-americana “Techno Source” criou uma versão digital do famoso quebra-cabeças de Rubik, tendo-o apresentado ao público europeu na Feira de CeBit de Hanover, na Alemanha.  Após 30 anos de ter sido criado, passou para a área digital e para jogar é necessário tocar em cada um dos quadrados que compõem o jogo Rubix

  

Existem online vários sites que explicam as possíveis combinações de soluções e mesmo versões online do jogo como esta. 

E que dizer da  versão digital/gadget?…  

[rubiks-slide-2-515x343.jpg]  

  

 Mas o cubo de Rubik tem muitas mais potencialidades… 

 

Sim, é uma reprodução de A Última Ceia de Leonardo Da Vinci. 

Não, não é uma pintura. 

É uma reprodução daquela conhecida tela mas executada com cubos de Rubik… é um dos vários trabalhos de um grupo de designers que apostou numa  nova forma de produzir arte, utilizando os lados dos cubos Rubik para criar figuras. O resultado é uma colecção de imagens icónicas de cultura pop , que vão desde as reproduções de Warhol a Leonardo Da Vinci. A construção d’A Última Ceia entrou no Guiness como o maior na sua categoria, levando 4050 cubos e medindo 2,60 por 5,20m. 

A autoria é do projecto Cube Works , promovido pelo canadiano Josh Chalom, de Toronto. As peças já são comercializadas e cada uma vem com um kit de instalação e um manual de instruções para serem facilmente montadas por qualquer um. 

 

Esta técnica baseia-se nos pixeis que formam as imagens: estas são obtidas através de computorização, onde se obtém um número quase infinito de cores. Os artistas gráficos têm então de trabalhar nessa imagem pixelizada, reduzindo-a às seis cores do cubo de Rubik e produzindo uma imagem que faça sentido. O processo demora algum tempo, já que o original tem de ser dividido em pequenos quadrados, iguais aos do cubo. Como qualquer técnica que utiliza pixeis, estes puzzles ou mosaicos funcionam melhor vistos ao longe. (via obvious)

  

 Também o artista francês autodenominado Invader apresentou na exposição Low Fidelity várias obras com cubos de Rubik, inspiradas em algumas das mais famosas capas de álbuns de música. 

 
Arte com cubos mágicos

  

Arte com cubos mágicos
 
 
Arte com cubos mágicos

  

Arte com cubos mágicos

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Bules maravilha 1

03/03/2010

Agora que se aproxima a tão esperada estreia da “Alice no País das Maravilhas” de Tim Burton, ocorreu-me a imagem de um objecto fundamental na história, que proporcionou os mais delirantes diálogos da protagonista com  outra grande personagem, o Chapeleiro Louco, no meio de mil e um… bules de chá! O bule de chá, uma peça incontornável naquela fantasia e para qualquer designer, pois pelo menos uma vez na vida, já teve que desenhar um! 

 Em jeito de homenagem a este tão ancestral e simbólico objecto, vou partilhar aqui regularmente alguns exemplos mais curiosos, a começar com um, e respectivo serviço completo, bem adequado ao tema : um bule de forma tradicional, decorado com as personagens da Alice. São os bules maravilha.

(clicar para ampliar)

(imagens obtidas aqui no site)

A Real Cascata (I)

28/02/2010

Quinta Real de Caxias

A Quinta Real de Caxias constitui um dos mais relevantes elementos do património do concelho de Oeiras, nos arredores de Lisboa.

Localizada numa zona privilegiada, junto ao Tejo e à beira da antiga estrada real, deve a sua construção ao infante D.Francisco (1691-1742), filho de D.Pedro II e irmão de D.João V, e a sua edificação estendeu-se desde meados do séc.XVIII até aos inícios de XIX, concluído apenas pelo futuro rei D. Pedro V, que aí se deslocava com alguma assiduidade.

Mais tarde (1908), D. Manuel dividiu a propriedade, transferindo a Quinta para a posse do Reformatório Central de Lisboa Padre António Oliveira, estabelecido no convento da Cartuxa. A adaptação às suas novas funções obrigou a uma significativa modificação de toda esta área, nomeadamente ao nível das alamedas, da sua composição geométrica, dos pomares, dos tanques, e mesmo do recinto para o Jogo da Péla. (IPPAR)
 
O espaço destaca-se pelos jardins geométricos, de influência francesa (os denominados jardins à Le Nôtre), onde a imponente Cascata introduz o gosto pela imitação da natureza, próprio da segunda metade de Setecentos. De facto, a família real e a corte preferiram o espaço ao ar livre, de forte efeito cenográfico e de grande impacto visual, que foi palco de jogos, teatros e bailados, relegando a Casa para segundo plano, que raramente serviu de residência prolongada aos menbros da família real, o que explica a sua simplicidade. 
  
 
 
 [rockyou id=156740793&w=426&h=320]

(diaporama elaborado com fotos minhas e algumas de LuPan, acessíveis no Flickr )

 

 

Planta da Real Quinta de Caxias, 1844

 O jardim articulava áreas de cultivo (hortas e pomares) e de recreio através de uma malha geométrica constituída por eixos simétricos, rodeados de buxos, onde se salientam duas alamedas principais – a Rua da Imperatriz e a Rua de Hércules. Esta, ladeada por duas palmeiras de grandes dimensões, encaminha-se directamente para a grande Cascata e para o lago de Diana, que domina todo o espaço. De cada lado, encontra-se um pavilhão octogonal, em tons de salmão – onde hoje está instalada a sala de leitura da Biblioteca, funcionava originalmente como “casa do poço” e, do lado oposto, a “casa da fruta”. No jardim de buxos  situam-se seis pequenos lagos e estatuetas, dos quais quatro apresentam no seu centro  grupos escultóricos alusivos às Quatro Estações através da figuração dos respectivos três Signos do Zodíaco.

 

Outono (Balança/Escorpião/Sagitário)

 

Primavera (Carneiro/Touro/Gémeos)

Inverno (Capricórnio/Aquário/Peixes)

Quinta Real de Caxias 116 por LuPan59.

Verão (Caranguejo/Leão/Virgem)

Estas esculturas, tal como todo o conjunto disposto na Cascata, são da autoria de Machado de Castro. Actualmente as existentes são cópias das originais em terracota, que têm sido alvo de um longo processo de restauro e consolidação. Esta fase do restauro estará concluída com a reposição integral de todo o conjunto escultórico, incluindo a cena mitológica do Banho de Diana que adorna a fabulosa Cascata, e que irei abordar brevemente.

 

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