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LHC : Em busca da partícula final

11/09/2008
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Estou de regresso, tal como o LHC… Não posso deixar de assinalar esta curiosa coincidência, uma vez que é um assunto muito interessante sobre o qual já dediquei vários posts, mesmo sendo uma leiga na matéria.

É de salientar os vários revezes que esta experiência tem tido, o último dos quais relacionado com uma providência cautelar movida junto do Tribunal dos Direitos Humanos, por um grupo reunido em torno do teórico alemão Otto Rossler, que impediu a entrada em funcionamento do LHC conforme estava previsto em Julho passado. O apelo foi rejeitado e assim a  experiência foi ontem retomada. A grande máquina entrou em funcionamento com êxito, com os feixes de protões a completarem o circuito do túnel de 27km. Nos próximos meses seguem-se as colisões. As primeiras imagens dos protões em aceleração já surgiram

A reacção do grupo de Otto Rossler insere-se numa onda de manifestações castatrofistas que têm surgido na Europa e América, quer por parte de cidadãos preocupados, quer mesmo de alguns grupos da comunidade científica. Em comum têm o receio da formação de buracos negros, que, no limite, poderiam engolir o próprio planeta. Este receio têm origem numa especulação científica assente na possibilidade teórica, segundo os cientistas, muito remota, da formação de microscópicos buracos negros no LHC. O próprio Stephen Hawking assegura que “É absolutamente seguro”…

Mas o próprio silêncio informativo que tem caracterizado a divulgação de uma experiência tão importante como esta, já equiparada à chegada do homem à Lua, também propiciou terreno fértil para as teorias conspiracionistas.

Especulações à parte, o objectivo deste grande projecto é afinal encontrar a  partícula elementar, a partícula que explica a origem da massa, o bosão de Higgs, também chamada “partícula de Deus” e que está por comprovar há 40 anos. Para a encontrar, vão ser acelerados no LHC feixes de protões a uma velocidade próxima da luz, colidindo uns com os outros, numa tentativa de recriar as condições do Universo logo após o Big Bang .Ou seja, no momento em que a matéria era uma “sopa de partículas fundamentais (…) extremamente quente”

8 comentários leave one →
  1. 12/09/2008 00:54

    I think we all are going to die. I hope not.

  2. 12/09/2008 17:29

    Pois é, ele começou a funcionar. Parece que a repercussão mundial obrigou o CERN a sair do silêncio e informar um pouco o publico, embora o pânico e o medo do “fim do mundo” ja levaram uma menina ao suicidio na India. Também postei sobre o assunto, vou colocar um link aqui para o teu blog.
    Beijos e benvinda de volta.

  3. 15/09/2008 00:06

    Olá ! É um pouco estranho talvez, de repente houve um “big bang” de informação!Toda a gente em todo o lado passou a saber que no dia 10 o LHC ( fosse lá o que fosse…) ia desencadear uma experiência que até podia resultar no fim do mundo! É significativo que, por estes dias e a propósito deste assunto, nunca tive tantos visitantes no blog! E até já tinha falado sobre isso anteriormente mas sem a repercussão de agora!

    Mas pronto, agora que não se cumpriu o fim do mundo no dia marcado, o assunto vai começar a ser esquecido pelos media, e assim provávelmente deixa de alimentar tanta polémica, e desse modo as experiências poderão calmamente continuar a desenrolar-se, e nós ficamos sem saber ao certo até que ponto é que realmente é tudo seguro… e até pode ser…

    Obrigado Maria Augusta pelo link. O seu diaporama está muito bom! Bem escolhido!
    Beijos.

    Sim Rui, de certeza que todos nós vamos morrer… Espero que cada um no seu devido tempo…😉

  4. 15/09/2008 02:40

    Ainda não começou porque as colisões ainda não se iniciaram, cuidado. Apenas foi enviado um feixe, para ver se tu está em ordem.

  5. Luiz Carlos de Almeida permalink
    31/03/2009 14:59

    Teoria Eletromagnética

    Fotons:

    Pelo modelo apresentado, o fóton é 01 energia magnética negativa de um elétron juntamente com 01 energia magnética positiva de um posítron, já que quando o elétron se junta ao posítron eles destacam-se do neutrino e do antineutrino e saem do núcleo com sua velocidade (velocidade da luz) como Radiação gama (y), e á medida que, esta energia vai diminuindo a sua velocidade (diminuindo a sua freqüência), esta energia passa a ser chamada de um outro tipo de energia em movimento eletromagnético, passando a ser radiação X, radiação ultra violeta, chegando à luz visível, do violeta ao vermelho, e continua perdendo velocidade para infra vermelho, micro ondas, ondas de rádio e televisão até perderem sua velocidade e se transformarem em energia escura.
    O que pode ser observado. É que não há a aniquilação da matéria e sim a perda da condição de matéria, pela saída do neutrino, que cria o campo de massa ao elétron e a saída do antineutrino, que cria o campo de massa ao posítron e a liberação de uma energia cinética que é determinada pela energia de união entre estes elétrons e posítrons no núcleo atômico, que é diferente para cada núcleo em particular, dependente da quantidade de massa deste núcleo, pois quanto maior a massa deste núcleo, menor a força de união magnética entre elétrons e posítrons. Esta energia cinética que sai, parte se transforma em energia térmica e parte vai se propagando e à medida que se choca com elétrons no seu percurso, a sua velocidade vai diminuindo. Neste novo modelo nuclear, o fóton não é mediador da interação eletromagnética, e sim uma energia magnética metade positiva e metade negativa em união e em movimento.

    Teoria Eletrofraca

    Com o novo modelo proposto, não há necessidade de se criar Bosons, para explicar a saída do núcleo de Elétrons, de posítrons ou neutrinos e antineutrinos, pois eles realmente estão na formação dos Prótons e Nêutrons.

    Boson W-

    Pelo modelo nuclear apresentado não existe um Bóson Vetorial W, com uma massa imensa, carga de -1, para justificar a saída de um Elétron de um Nêutron.

    Bosón W+

    Mesmo comentário anterior. Não cabe a sua criação para justificar a saída de um Posítron de um Próton.

    Boson Z°

    Mesmo comentário anterior. Não cabe a sua criação para justificar a saída de neutrinos e antineutrinos do Núcleo.

    Teoria Eletroforte (Força Forte de União)

    Gluóns:
    Como exposto pelo Modelo Nuclear apresentado, esta força forte que fez com que os Posítrons e Elétrons com seus respectivos campos de massa dados pelos neutrinos aos elétrons, e pelos antineutrinos aos posítrons, é uma força magnética de interação de curto alcance de uma partícula magneticamente positiva com uma partícula magneticamente negativa (união em força magnética elementar).
    Força tão forte que faz com que um Núcleo minúsculo, possua uma eletrosfera bastante distante e ainda com muita atração, entre dezenas de elétrons em vários níveis (túneis) de Energia.
    O que levou que esta partícula/anti-partícula não se transformasse em radiação, conforme acontece com estas partículas quando livres, foi justamente as elevadíssimas Forças Gravitacionais e altíssimas temperaturas existentes no interior das Estrelas, colocando-as juntas em estado de estabilidade, em estado de latência, tanto que quando ocorre alterações neste equilíbrio, estas partículas, agem como as partículas quando livres.
    È uma força vetorial entre elétrons e posítrons.

    luiz carlos de Almeida – luiz1611@hotmail.com

    • 16/04/2009 16:38

      Desculpe só agora responder à sua participação mas ultimamente não tenho tido a disponibilidade que o seu comentário merecia. Agradeço desde já ter vindo explicitar todos estes acontecimentos tão fascinantes que vamos ouvindo falar mas que realmente são de grande complexidade e muitas vezes são mesmo imprevisíveis. Aliás só tenho pena de não entender completamente muitas das coisas de que fala uma vez que não tenho qualquer formação científica. Assim sendo aqui ficam umas questões de uma simples leiga : será que poderá prever-se o comportamento das várias partículas em causa nesta experiência do LHC? E os resultados obtidos poderão considerar-se mesmo uma “reprodução” dos acontecimentos posteriores ao Big Bang?
      Cumprimentos e obrigada pela sua participação.

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