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Como as pequenas coisas determinam grandes acontecimentos

23/06/2008

“Efeito Borboleta”, ou a “dependência sensível das condições iniciais“.

Expressão formulada por Eduard Lorenz, que denomina o fenómeno no qual uma borboleta ao bater as asas na muralha da China, pode provocar uma tempestade em Nova Iorque.

 É uma bela metáfora para a  Teoria do Caos : “as pequenas alterações podem provocar mudanças drásticas em qualquer sistema ou ambiente. Os comportamentos aparentemente casuais são também governados por leis. Cada causa pode gerar um efeito, que pode não ser previsível, e para cada efeito visível sempre haverá uma causa, que pode não estar visível, no mesmo tempo e local, mas que com certeza existe.”

8 comentários leave one →
  1. 23/06/2008 15:51

    Aí está um assunto extremamente interessante. Um dia terei que analisar isso. Entretanto fico-me pelo livre arbítrio😛

  2. 24/06/2008 00:15

    Este também é um assunto a que só recentemente dei alguma atenção, porque realmente é uma teoria muito curiosa e surpreendente, quase que se pode dizer que é poética. Práticamente sei muito pouco mas o que já percebi é fascinante, nomeadamente porque tem implicações no modo como podemos encarar o conceito de destino, ou os vários fenómenos da natureza, do mundo que nos rodeia e da nossa existência. Mas também tem as suas consequências na visão do livre arbítrio, que estou a tentar perceber, e sobre a qual tentei comentar no teu post. Mas é uma opinião talvez um pouco redutora, faltam-me bases filosóficas e até científicas, que nestes casos penso que seriam mais esclarecedoras. Realmente é um assunto demasiado vasto…devagarinho…

  3. 24/06/2008 15:12

    Hehehe… Pelo que eu percebi. Tudo está ligado, ou seja, como tu própria disseste:

    “uma borboleta ao bater as asas na muralha da China, pode provocar uma tempestade em Nova Iorque. ”

    Na natureza nada se desaparece, tudo se transforma. O vento gerado pelo bater de asas não irá desaparecer. O bater de asas de outras borboletas, mais um conjunto de várias coisas, poderá, em teoria, criar uma tempestade noutro ponto do planeta. É algo bastante interessante.

  4. 24/06/2008 20:29

    E quando colocado ao nível da nossa vida, das nossas acções no quotidiano e nas suas implicações no futuro, da importância do acaso, é tudo fascinante.

  5. 25/06/2008 00:18

    Sabes, o que mais me mete medo é o facto do nosso futuro depender das acções de terceiros. Eu dou-te um exemplo um bocado fantasioso:

    ” Um chinês vivia com o seu pai. O pai morre. O chinês, como não tem mais nada a prendê-lo naquele país, ele decide vir para Portugal. Arranja a licença de taxista. Um dia ele está a conduzir e uma borboleta entra-lhe pelo táxi a dentro (a bem dita borboleta). Ele começa a tentar por a dita fora da viatura. Entretanto vou eu a atravessar a rua, sou atropelado.”

    Ora bem, apesar de ser (bastante, talvez muito) fantasioso, é algo possível. Ou seja, o facto do pai do chinês ter morrido é que vai fazer com que tudo isto aconteça. É por isso que eu te digo, que o me mete mesmo medo, são terceiros a decidir a minha vida. Quando eu digo terceiros, refiro-me a tudo o que não depende de mim.

  6. 25/06/2008 19:38

    Mas desde quando é que és apenas tu a decidir a tua vida?

  7. 27/11/2008 13:07

    Este blog entusiasma-me! Apesar desta minha participação ser um pouco intempestiva, os assuntos por Vós pensados e debatidos são intemporais. Sobre a teoria do caos há um velha lei, verdade primordial, imutável, mostrando ao Homem de todas as culturas, civilizações em todos os tempos e lugares, a dinâmica da existência. Essa lei primordial dá-se a conhecer através da citação latina “ordo ab cao”… e depois o livre arbitrio não é bem o que julgamos e julgamos formatados pelo excesso positivista, pela importância dos nossos umbigos, enfim julgamos que o bater de asas da borboleta jamais interfirá na nossa excelsa existência… mas interfere. Um livrinho muito simpático de Platão dá umas luzes, “O banquete”. Os melhores cumprimentos.

  8. 27/11/2008 21:51

    Mais uma vez obrigada pelo seu comentário. Só lamento nesta altura não ter mais tempo para lhe responder mas certamente que haverá oportunidade! E pode continuar a fazer comentários “intempestivos” que serão bem recebidos!

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