LHC, a Grande Máquina funciona!
Finalmente a Grande Máquina funciona! Após várias tentativas, alguns fracassos, e muitos milhões gastos, cientistas responsáveis pelo maior colisor de partículas do mundo (o LHC) informaram ontem, terça-feira dia 30, que conseguiram desencadear choques de prótons geradores de uma energia recorde, a uma velocidade próxima à da luz, com o objectivo de recriar condições similares às do Big Bang, a grande explosão que deu origem ao universo.
O início da experiência, na qual o acelerador ia ser testado a 7 teraelectrão-volt, estava previsto para as 08h00 de ontem, mas o acelerador de partículas do CERN – Laboratório Europeu de Física de Partículas registou um problema ao arrancar para a nova experiência. O feixe já foi lançado duas vezes mas falhou devido a falhas no sistema de detectação.
Os investigadores detectaram o problema técnico que, segundo Gaspar Barreira, do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental, se tratou de ‘um problema de protecção e não da máquina’.
Resolvido o contratempo os cientistas iniciaram, finalmente, às 12h00 (hora de Lisboa) as colisões entre feixes de protões, as primeiras criadas pelo homem a uma energia correspondente a 280 mil milhões de baterias de carro. Até agora, esta é a maior concentração de energia jamais alcançada pelo homem, mas ainda é metade da potencialidade final da máquina.
A colisão entre dois feixes de protões circula nos dois sentidos e permite que estes ao embater libertem partículas mais pequenas, muitas das quais os cientistas apenas suspeitam que existem, de acordo com informações da agência Lusa.
A colisão dos feixes de protões à velocidade da luz é feito no interior do Large Hadron Collider (LHC) – um anel de 27 quilómetros de circunferência refrigerado 1,9 graus Kelvin (271,4 graus centígrados negativos), construído a 100 metros de profundidade, na fronteira franco-suíça, perto de Genebra, e começou a circular partículas em novembro passado, depois de ser fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento.
O LHC já tinha atingido um recorde de energia a 19 de Março, quando chegou aos 7 teraelectrão-volt, ou TeV (3,5 TeV por cada feixe de protões). Uma vez estabelecidas as colisões em alta velocidade, o plano é continuar operando continuamente por 18 a 24 meses, com uma curta pausa técnica no final de 2010, disse o CERN.
De acordo com representantes do conselho, é possível que seja detectada matéria escura, que os cientistas acreditam que compõe 25% do universo mas cuja existência nunca foi comprovada.
Astrónomos e físicos dizem que apenas 5% do universo é conhecido hoje e que o restante invisível consiste de matéria escura e energia escura, que compõem respectivamente 25% e 70% do universo.
“Se conseguirmos detectar e entender a matéria escura, o nosso conhecimento vai se ampliar para abranger 30% do universo, o que seria um avanço enorme”.

























