A Livraria gótica
Existe desde 13 de Janeiro de 1906 em plena baixa portuense, na zona histórica da torre dos Clérigos, e a sua inauguração teve um grande impacto no meio cultural da época. O edifício da Livraria Lello veio ocupar a anterior Livraria Chardron, fundada em 1869. No período que decorre entre esta data e a nova inauguração , o edifício conheceu outros proprietários. (ver)
“O edifício, de carácter ecléctico, com fachada neogótica, foi concebido segundo projecto do engenheiro Xavier Esteves, destacando-se fortemente na paisagem urbana envolvente.
A fachada apresenta um arco abatido de grandes dimensões, com entrada central e duas montras laterais. No segundo registo, três janelas rectangulares ladeadas por duas figuras pintadas por José Bielman, representando a Arte e a Ciência, respectivamente. Uma platibanda rendilhada remata as janelas, e a fachada termina em três pilastras encimadas por coruchéus, com vãos de arcaria de gosto neogótico. A decoração é complementada por motivos vegetais, formas geométricas e a designação “Lello e Irmão”, sobre as janelas.” (fonte IPPAR)

“No interior, os arcos em ogiva apoiam-se nos pilares em que o escultor Romão Júnior esculpiu os bustos de escritores como Antero de Quental, Eça de Queiroz, Camilo Castelo Branco, Teófilo Braga, Tomás Ribeiro e Guerra Junqueiro, sob baldaquinos rendilhados, de linguagem neogótica. O grande vitral, onde se pode ler a divisa “Decus in Labore”, é uma das marcas mais significativas da livraria, pelas dimensões e riqueza de tons; tal como a escadaria de grandes dimensões, de acesso ao 1º piso, e os tectos trabalhados (QUARESMA 1995). “


“Um conjunto em que a arquitectura e os elementos decorativos deixam transparecer o estilo dominante naquele início de século. De facto, a Livraria Lello é um dos mais emblemáticos edifícios do neogótico portuense, ainda que ligeiramente tardio, mas em perfeita actualidade com algumas das tipologias estéticas da época, a que a literatura não foi alheia.”
Ao entrar no interior da livraria, o visitante sente-se envolvido por um ambiente surpreendente mas acolhedor, onde os livros se dispõem num cenário de uma decoração sumptuosa. Uma vasta sala, com uma galeria que dá acesso a um fabulosa escada ornamental, onde correm algumas mesas que servem para exposição dos livros, bancos em madeira e revestidos a couro e estantes a toda a altura da sala perfazem o espaço interior próprio de uma livraria actual, mas que guarda a memória de um esplêndido passado. O tecto, lavrado, resguarda no centro uma luminosidade diáfana que provém do amplo vitral, e as luzes dos pequenos candeeiros dispersos também acentuam o ambiente quase sagrado que ali se sente.
Todo o espaço foi restaurado em 1995 e a Livraria está, hoje, apta a responder aos novos desafios com um serviço actualizado e informatizado, disponibilizando ainda um espaço de galeria de arte e de tertúlia , que deverá constituir um importante pólo cultural da cidade do Porto. Ainda em 2008 foi considerada pelo jornal The Guardian a “terceira livraria mais bela do mundo”.


























Um prédio concebido especialmente para abrigar uma livraria, onde cada detalhe é dedicado à sabedoria humana…é um verdadeiro templo à arte e à ciência e a todo o conhecimento humano. A fachada, as linhas curvas da escada, o vitral, tudo é realmente muito belo, obrigada por trazê-la para nós.
Um grande beijo.
Vim desejar que vc passe um ótimo domingo com sua mãe Abraços de Antonio M Matioli São José Dos Campos São Paulo Brasil
http://oblogdasnoticias.blogspot.com/
http://curiosidadesdoplantaterra.blogs.sapo.pt/